segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Conceito do design thinking entra na pauta da criação

Uma preocupação constante aqui na Esquema Inov. é desenhar produtos para as pessoas. Pode parecer que estamos dizendo o óbvio, mas por incrível que pareça não é bem isso. Hoje tem-se uma novidade tecnológica todo dia, uma inovação que vai mudar o mundo, uma máquina que vai produzir milhares de peças prontas em minutos. E a preocupação é desenhar algo onde a tecnologia possa ser a grande estrela. Mas e as pessoas? Onde ficam as nossas necessidades?

Estamos colocando uma matéria bem interessante que fala um pouco sobre isso, e nos faz pensar um pouco mais no caminho que o mercado está seguindo.


O conceito de design thinking está entrando no universo brasileiro da criação. O termo foi cunhado há cerca de cinco anos pela Ideo, empresa de design de Palo Alto, na Califórnia, para definir o método de inovação e design que foca na compreensão, por meio da observação direta, das coisas que as pessoas gostam ou não gostam, querem e precisam, ainda que elas não tenham consciência disso.

Há pelo menos três anos o design thinking vem sendo empregado por companhias inovadoras brasileiras em áreas que vão do desenvolvimento de produtos e serviços a processos de implementação de software e inovação social. A própria Ideo atende empresas brasileiras como a Positivo, que já desenvolveu quatro produtos com esta técnica, e o Itaú, que está conduzindo uma amplo esforço de inovação em diversas áreas.

Mas começam a surgir no país empresas especializadas, como a Design Echos, que atua na área de inovação social e desenvolveu um projeto para a Fundação Telefónica, e a MJV, que participa de alguns projetos do Itaú, desenvolveu para a Seguradora Mapfre um projeto de inovação em atendimento e serviços para segurados do ramo de automóveis, e está iniciando com a Mills um projeto para implantação do SAP.

Segundo Ysmar Vianna e Silva, presidente da MJV, o design thinking permite aplicar os processos que os designers utilizam no desenvolvimento de projetos para resolver problemas corporativos. Isso envolve buscar as necessidades das pessoas a serem impactadas pelo produto, processo ou modelo de negócio. "Trata-se de um mergulho em pessoas por meio de observação de etnografia, que é uma maneira de fazer pesquisa de antropologia cultural, diferentemente de pesquisas quantitativa e qualitativa", diz.

Em um projeto de design thinking, uma equipe multidisciplinar vai a campo para observar o comportamento das pessoas e interagir com elas. Desta observação são gerados insights e criados modelos multimídia. As ideias têm que passar pelo crivo da verificação, por meio da criação de protótipos que são validados com pesquisas de campo novamente.

A Design Echos teve o desafio colocado pela Fundação Telefónica de em oito dias coordenar o desenvolvimento do projeto para a sede do programa Lua Nova, que abriga meninas de rua que já são mães e estão em situação de risco social. O design thinking foi utilizado para coordenar o trabalho dos dois arquitetos e 12 estudantes de arquitetura que foram a campo conversar com as meninas e levantar todas as necessidades. "Usamos os conceitos de empatia, colaboração, co-criação e experimentação como preconiza o conceito, pesquisando o contexto das meninas. O objetivo era ter uma abordagem mais humana para projetar que soluções fariam sentido para elas", diz Ricardo Ruffo, presidente da Design Echos.

Na Mapfre o conceito foi adotado em uma estratégia de inovação e diferenciação. Segundo, Paulo Rossi, diretor de marketing, a ideia era acabar com a imagem de que o setor de seguros é uma indústria que 'não entrega o produto'. Para ele, muito dessa percepção negativa é porque as pessoas não sabem o que efetivamente contratam.

A empresa reuniu uma equipe de advogados, sociólogos, antropólogos, designers, atuários, profissionais de marketing e de desenvolvimento de produtos para conduzir o projeto Mapfre 2016, que vai consumir R$ 100 milhões em cinco anos. Essa equipe foi in loco verificar o que acontece quando o cliente precisa usar o seguro - observando o comportamento nos locais do acidente, em oficinas e nos reboques.

O primeiro projeto, o Traduzindo o Segurês, resultou em um modelo de apólice multimídia, com imagens e um kit de bolso com todos os passos que o segurado precisa dar a partir do momento do acidente. Outra iniciativa foi criar para cada um dos 1,5 milhão de segurados de automóveis uma página exclusiva na internet com private URL, com todas as informações referentes a sua apólice. O projeto entrou no ar em março e foi premiado com o Top de Marketing da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB).

Fonte: Valor Econômico


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Design e música sempre em nosso dia a dia!

Música e design são duas paixões que estão presentes de forma intensa aqui na Esquema Inov. Por esse motivo, resolvemos compartilhar esse post interessante de um blog que une nossas duas paixões em um produto.

"A música é uma arte que poucos dominam, pois os instrumentos sempre são um pouco difíceis de se aprender, ou são super pesados para treinar nas horas vagas, como por exemplo o piano.

A ideia de levar o piano para onde quiser é literalmente genial, e o “Flat Packing the Piano” é um piano para qualquer um que sonha em carregar o seu piano de calda para qualquer lugar, pois ele é literalmente um piano portátil.

O piano da foto foi arquitetado para ser dobrável, isso mesmo que está lendo! Ele foi projetado pelo designer milimetricamente com intuito que seja dobrável para deixar qualquer pianista muito feliz. O problema é se isso afetar a afinação do piano quando for utilizá-lo."

Fonte e Foto: You Saytoo

http://www.criadesignblog.com/

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Produtos simples, que estimulam a criatividade!

Na grande maioria das vezes, as ideias mais simples são também as mais surpreendentes. Não são necessários acessórios tecnológicos de última geração, ou formas inspiradas nas tendências de Milão para que um produto seja adorado pelos consumidores.

A prova disso é a linha dominoes, desenvolvida pela Esquema Inov. para a Mão e Formão. São 4 módulos de tamanhos diferentes, montados através de encaixes usinados na madeira, e uma haste de ferro.

Sua simplicidade é enorme, mas com esses móveis é possível montar qualquer ambiente, bastando apenas utilizar a criatividade.

E o mais legal dessa ideia é ver como as pessoas estão entendo e curtindo o conceito do produto. Basta ver os comentários deixados no site das lojas KD.


Abaixo seguem alguns ambientes montados com a linha dominoes.




Um abraço e até o próximo post!
Equipe Esquema Inov.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Um pouco de história do móvel brasileiro!

Linhas puras e leves, com formas bem simples e de fácil produção. Assim pode ser definida a Cama Patente, considerada um marco na história do design de móveis brasileiro.

Enquanto no início do século XX as camadas mais abastadas da população brasileira dormiam em camas de ferro importadas da Inglaterra, ou em móveis de extremo luxo, com muitos ornamentos, geralmente fabricados sob encomenda, as classes mais simples possuíam as chamadas camas de campanha ou as redes para dormir.

Ainda no início do século o mundo vivia um período pós-guerra, o que dificultava a importação de produtos como os móveis da Europa.

É dentro desse contexto que Celso Martinez Carrera, um espanhol radicado no Brasil apresenta, em 1915, a Cama Patente. Inicialmente produzida para substituir as camas de hospital, a pedido de um médico que queria montar sua clínica, ela rapidamente foi produzida em escala industrial, tornando-se desejada pela população brasileira, principalmente a mais simples.

A cama patente é quase uma adaptação das camas de ferro, mas produzida em madeira torneada, o que a faz lembrar os famosos móveis criados por Michel Thonet (1796 – 1871). Sua simplicidade formal, aliadas a funcionalidade e facilidade de produção e de montagem, possibilitaram a sua produção em série, com preços reduzidos.

Composta por um conjunto de 3 elementos distintos – cabeceira, peseira e estrado – é fácil perceber o motivo de seu rápido sucesso. Na cabeceira e na peseira, as almofadas que decoravam as camas tradicionais foram totalmente eliminadas, dando lugar a apenas um arco de madeira vergada. Os parafusos e encaixes foram substituídos por alças e contrapinos que agilizam a montagem. Já no estrado, molas de tensão e ganchos especiais impedem deformações e aumentam a elasticidade.

Ao longo dos anos, a Cama Patente evoluiu, ganhando novas versões, inclusive mais ornamentadas e almofadadas, perdendo a simplicidade do projeto original. Mas as versões mais simples da cama tornaram-se um grande sucesso em todo o Brasil, sendo vendidas nas principais lojas de departamento da época, como Mappin e Mesbla.

Celso Carrera não teve o cuidado de patentear sua invenção, a qual acabou sendo patenteada por um imigrante italiano, Luigi Liscio (1884 – 1974). Devido a essa patente, Carrera foi obrigado a deixar de fabricar a Cama Patente, que ele mesmo inventara.

Após constituir-se em um item básico do mobiliário brasileiro, a fábrica das Camas Patente funcionou em São Paulo até 1968, quando foi fechada. Seu design foi retomado em versões contemporâneas, como a cama desenvolvida pelo designer Fernando Jaegger, que foi comercializada na década de 1980 pela Tok & Stok.

Um abraço e até o próximo post!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Esquema também na CARAS!


Esse ano está sendo realmente especial para nós da Esquema Inov. Iniciamos o ano de 2011 com nossas criações decorando a casa do BBB11. Depois, o Biombo Dominoes, desenvolvido aqui na agência, foi incluído na revista Casa Cláudia.

E agora, ficamos extremamente orgulhosos por ver nossas criações fazendo parte do Anuário Decoração da revista CARAS.



Além dos móveis, também fomos responsáveis pela criação de toda a página que foi veiculada na revista!


Um trabalho desafiador, mas com um resultado compensador!

Até o próximo post!
Equipe Esquema Inov.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Design da Esquema Inov. na revista Casa Cláudia!

Uma das coisas mais gratificantes para quem desenvolve produtos é ver suas criações ganhando destaque na mídia.

E no mês de julho ficamos muito orgulhosos ao abrir a revista Casa Cláudia, e ver que o Biombo Dominoes, criado para nossa grande parceira Mão e Formão, foi incluído na reportagem "Dez Biombos Charmosos".


Abaixo segue o link para acessar a galeria online da revista:


Parabéns à Mão e Formão, e desejamos que nossa parceira continue rendendo ótimos frutos!

Para saber mais sobre o Biombo, acesse a página do produto no endereço http://www.maoeformao.com.br/linhas/19/Biombo+de+Madeira+Dominoes

Até o próximo post...
Equipe Esquema Inov.